Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Novembro 23 2009

 

Minha modesta contribuição, para o desafio ao poema de "Guerra Junqueiro"
 
*********
 
 
È uma ave de Condor ou anjo naquele céu…
Funde-se nas nuvens que adentram ao léu.
 
Esguio meu olhar, confunde-se com o teu,
E as amarras que envergo aqui no meu eu.
 
São pingos que banham, meus sóis minha escalada,
Onde a tortura humana corrói-me e enfada.
 
Neste paradigma, etérea lágrima desceu,
E beijando meus lábios, de rubro, tremeu.
 
Correu para o rio, correu para o mar e calma,
Fundiu-se co’a maré levando até…minh’alma.
 
Laivos de dor,  ecoam  bem lá muito ao longe,
Couraças imponentes, ou ordens de monge.
 
Do alto da colina, sobrepõem a dor,
Cospem balas, canhões, em nome do Senhor!
 
Copiosa, desce a lágrima no rosto meu,
Desce a escarpa alva e turva, e pura como breu.
 
As teias do ouriço, iludem pessoas
Que alheias a tudo isso, espalham-se, nas boas.
 
E a lágrima de Condor, sem amarras, voou…
Com olhar de esperança, foi e não voltou.
 
Dai-me um porvir de mais Esperança ó meu Senhor!
Deixa-me sorrir…sorrir…num Mundo melhor!
 
Cecília Rodrigues
publicado por Cecilia Rodrigues às 18:13
editado por mariaivonevairinho em 29/11/2009 às 00:24

Novembro 23 2009

SONETO SEM A LETRA O

 

 

CHEGASTE


Chegaste pela tarde, em fim de dia
De chuva, vendaval... de tempestade;
Encheste assim a casa que vazia
Repleta já se achava de saudade


Na rua a densa chuva que caía
Era ela uma balada prá cidade
Ventava nas janelas e batia
Da gente se aquecer... ansiedade!


A cama era vazia e já esperava...
Amar dá um querer que ninguém trava
Bastava desfazê-la e ir deitar


A tarde caiu célere? - Nem vi...
Apenas te sentia, ali, a ti,
Até vir a manhã a despertar.


Joaquim Sustelo

 

publicado por tardesdeoutono às 17:42

Novembro 23 2009

 

 
Deixem-me sonhar
Que a minha vida é um sonho,
Que meu destino é risonho.
Deixem-me sonhar.
Deixem-me sonhar
que nos amamos sem entraves e enganos.
Deixem-me sonhar.
Deixem-me sonhar
que voamos pelo espaço
ternamente num abraço,
Deixem-me sonhar.
Deixem-me sonhar
que só existe felicidade,
que a triste realidade
deste mundo desgraçado
já não pertence ao presente,
mas simplesmente ao passado.
Deixem-me sonhar.
Deixem-me sonhar
que a vida é uma alegre melodia,
que a noite é maravilhosa,
e que é sempre lindo o dia.
Deixem-me sonhar.
Deixem-me sonhar
que o nosso amor não tem fim.
que eu faça parte de ti,
tu faças parte de mim.
 
Deixem-me sonhar!
 
 
2007-11-04
publicado por milualves às 14:11

Novembro 23 2009

 

 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
P’las torres do meu castelo.
Vejo bosques verdejantes,
Riachos de água cantantes
Num cenário vasto e belo.
 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
Nas salas de lajes frias.
Oiço cantar trovadores
Recordo traições e amores,
Vilezas e cortesias.
 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
Junto às ameias antigas.
Vem-me à memória as batalhas,
Os assaltos às muralhas
Pelas hostes inimigas.
 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
Cercada de nostalgia.
Fogem as águias reais
Quando escutam os meus ais
Se o desalento me espia.
 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
Com a minha fantasia.
Descubro os campos em flor
Só não descubro o amor
P’ra me fazer companhia.
 
Numa vida imaginária
Eu vagueio solitária
 

2001-06-22

publicado por milualves às 13:53

Novembro 23 2009

 

Por estares ausente, senti tantas saudades tuas,
Que me fez escrever com as minhas lágrimas,
O teu nome na areia, com tanto amor e carinho.
Veio uma onda que, juntando as suas lágrimas às minhas,
Levou o teu nome para o fundo do mar,
De mansinho, de mansinho.
Ela te conhecia e se apaixonou por ti.
Não quis que eu sofresse sozinha.
 
Para matar as saudades,
Guardou o teu nome, bem junto de si.
publicado por milualves às 13:33

Novembro 23 2009

 

 
Era uma vez um reino
Cheio de paz e amor
A sua graça era tanta
Que o tornava encantador.
 
Viviam todos felizes
Nesse reino de bonança
Cuidando do seu futuro
Com carinho e confiança.
 
Mas um dia a fada má
Que jamais tinha aparecido
Quis viver naquele reino
P’ra ela desconhecido.
 
Cheia de raiva ficou
Ao ver tanta felicidade
A si mesma ela jurou
Destruir a humanidade.
 
Semeou a injustiça
A ambição e a discórdia.
Naquele reino tão lindo
Nunca mais houve concórdia
 
Passam os anos, os séculos
Ninguém se sabe entender.
É tão grande a confusão
Que não dá para viver.
 
Os mortais vão arrastando
A sua pesada cruz
Sem vislumbrarem sequer
Para os guiar uma luz.
 
Pois todos querem mandar
Nesse reino desgraçado
Onde existe a corrupção,
A malvadez e o pecado.
 
Nem mesmo as fadas madrinhas
As vidas querem mudar
É o salve-se quem puder
Até o reino acabar.
 
Só uma escassa minoria
Vê esse reino melhor
Entre as inquietas gentes.
Não são magos nem profetas
Mas espalham a poesia
Com sua esperança e amor.
Esses sim são diferentes
Porque esses são os poetas.
 
 In: CREIO, Universitária Poesia
publicado por milualves às 13:21

Novembro 23 2009

 

O Tempo, na meninice,
Vestido de Primavera,
Refulge na garridice,
Vivendo um sonho-quimera…
Enroupa-se em delírios
De vermelhos e amarelos
E engrinalda-se de lírios,
Rosmaninho e junquilhos,
Mesclando os tons mais belos…
Também espalha em jardins
Seus mantos verde-limão
E, nas serras, os festins
D’azuis-roxos e açafrão…
Doce, progride brincando,
Colorindo a passarada,
Com o vento brando, dançando,
Que a Vida … é graça e mais nada!...
 
O Mundo girou… correu…
E o Tempo, que amadurece,
Revê , nas cores que viveu,
As cores que não mais esquece…
Adulto-estio, transformado,
Busca, em longes,o ouro-palha
Dum trigal amadornado
Na luz que o tempo amealha,
E os verdes de copas densas,
Musgo-oliva, em chapéu,
Que tecem sombras a expensas
Dum Sol para além do céu…
 
 Logo se encurta, atento
Ao rolar do dia-a-dia,
Torna-se o corpo mais lento
- O Tempo, outonal, esfria;
Então, modera-se em cor,
Amarelece ocres-pardos,
Crispa os galhos, com furor,
E as folhas rubras, sem flor,
Revolvem acastanhados…
 
Gelando, na invernia,
O Tempo se vai espaçando,
Ganha noite, perde dia,
Entre o medo e a agonia,
Sente o seu tempo acabando…
Matiza-se de breu e anil,
Branco, cinza e avelã
E, a cor que o tapa, senil,
Interroga o amanhã…
 
Sem saber como passou
Tantos tempos coloridos,
O Tempo recorda, avô,
Outros tempos…tempos idos…
 
Morrendo em grisalhos-tristeza,
O Tempo resiste ainda,
Num arco-íris de beleza
Que, um céu de chumbo, alinda…
 
Quando amortalhado, enfim,
Veste cobres, no poente,
O Tempo-Velho-marfim
Sonha rosados, assim
E um Tempo-Novo nascente…
 
Delindo-se no espaço etéreo,
Em busca da Eternidade,
Multicolor, lega, sério,
À Vida, a cor da Saudade…
Maria de Fátima Mendonça
publicado por appoetas às 01:19

Novembro 23 2009

 

 
As tuas mãos, minha mãe, foram aquelas
Que me ataram os laços dos vestidos,
Que me sararam as dores e as sequelas,
Que me travaram os ímpetos sentidos…
 
As tuas mãos, minha mãe, trabalhadoras,
Me fizeram e partiram tanto pão,
Me acarinharam, na vida, promissoras
E me deram todos os dias sua bênção…
 
Quis Deus, porém, Mãe, que as tuas mãos
Nos meus vinte e três anos se finassem
E nunca mais, nos meus esforços vãos,
Encontrei outras que assim me acalentassem…
 
Maria de Fátima Mendonça
 
publicado por appoetas às 01:15

Novembro 23 2009

 

Caríssimos irmãos e irmãs, aqui segue, com muito Amor, uma Cantata, e soneto, da minha Autoria. Fiquem-se com os meus desejos, e lampejos, de Paz e muito Amor…
 
AMOR CELESTE
 
Em Númen’s multicores, em nobreza,
Marinela de plantas se vestia,
E as Graças, os Cupidos, a magia,
Nos seus cabelos eram a lindeza.
 
Mansíssima oração, alada deusa,
Coa Lua vens silente em Poesia.
Bendita sejas tu, bendito o dia
Em que o Vate a ti veio com pureza.
 
Em ti bailam as flores da floresta,
Em ti cessa o meu mal por que eu me afoite.
Bendita sejas tu, ó Diva mesta,
 
Bendito seja o ventre em que me acoite.
Maria, Mãe das flores, vem qual Vesta,
Maria, Mãe dos astros e da Noite.
 
Lisboa, 10/01/1991
 
AD MAJOREM DEI GLORIAM
 
 PAULO JORGE BRITO E ABREU
 
Este poema foi publicado, e portanto publicitado, in «Agricultura Celeste»,
por Poetas Lusíadas, em 1992.
 
publicado por appoetas às 01:03

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